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María Gabriela de Faría participa da edição #UnMundo e concede uma entrevista para a revista mexicana Milenio, a atriz venezuelana conta sobre sua participação no World Wide Fund for Nature e também aconselha as pessoas sobre a conscientização ambiental.

Leia agora a matéria traduzida pela nossa equipe.

A atriz María Gabriela de Faría é conhecida por seus diversos papéis em séries de televisão latino-americanas, incluindo Isa TKM, Grachi e Yo Soy Franky, todas de Nickelodeon. A cantora de 28 anos também é apaixonada por ecologia e sustentabilidade. Portanto, parte de seu tempo é dedicado a trabalhar com o World Wide Fund for Nature.

— Filha de pai português e mãe colombiana, você nasceu e foi criada na Venezuela. O que a trouxe ao México?


A primeira vez que vim ao México foi a trabalho. Desde então, moro aqui em várias cidades, incluindo Cidade do México e Guadalajara.


— Qual foi sua experiência morando no México?


Ao caminhar por suas ruas, você pode se deparar com centenas de outdoors que convidam a peças de teatro, shows e filmes. No México, a arte é uma prioridade e a arte, acredito, é importante para a humanidade.


— Como atuar serviu de trampolim para você falar sobre questões importantes?

Sempre fui apaixonada por defender causas, mesmo antes de me tornar atriz. Conforme estava ganhando seguidores, sabia que era minha responsabilidade falar abertamente sobre questões importantes. Concentro-me em compartilhar minhas preocupações com o meio ambiente e as medidas que estou dando para ser verde.


— Ser vegana é uma grande mudança de estilo de vida. O que o levou a seguir esse caminho?


Foram várias coisas. A adoção da minha gata foi o início da transição e, à medida que ia me educando sobre o assunto, percebi o quão importante era para mim mudar meus hábitos alimentares. Tornando-se vegano, você começa a entender a realidade por trás da agricultura industrial. É uma indústria com um desperdício incrível, colocando um estresse terrível em nosso planeta. Recuperar a saúde da Terra é vital em nossos esforços para preservar a vida neste mundo. A agricultura industrial e a monocultura são extremamente prejudiciais para o futuro. A boa notícia é que hoje podemos fazer pequenos ajustes em nossos hábitos diários para compensar os danos.


— Quais são alguns desses hábitos para pessoas que não querem se tornar veganas?


Sempre que possível, comprar produtos orgânicos locais e até mesmo aprender a cultivar sua própria comida é um grande passo. Apoiar os agricultores locais é fundamental, pois são eles que mantêm a saúde do nosso planeta. Além disso, incentivo as pessoas a comprar roupas feitas com tecidos sustentáveis ​​e produtos de limpeza ecológicos.

— Como fazemos com que as pessoas percebam sua responsabilidade de preservar nossa terra?


Existe um certo nível de consciência que devemos trazer consigo. Convido as pessoas a realmente fazerem suas próprias pesquisas e tomarem decisões conscientes com base nas informações que ouvem ou não. Sinto que tenho a responsabilidade de deixar a Terra melhor do que a encontrei.


— Você pode nos contar sobre sua participação no World Wide Fund for Nature?


Trabalho com eles desde janeiro. Eles fazem um trabalho titânico em questões de preservação da natureza. Eles promovem o amor pelo meio ambiente e baseiam todo o seu trabalho em dados científicos para promover soluções práticas.


— Que conselho você daria a outras pessoas em sua busca por consciência ambiental?


Comece sendo curioso, querendo aprender e questionar suas crenças.


“A agricultura industrial e a monocultura são extremamente prejudiciais para o futuro. A boa notícia é que hoje podemos fazer pequenos ajustes em nossos hábitos diários para compensar os danos.”

Essa publicação se trata da tradução de um texto escrito por María Gabriela em seu blog oficial.

Minha carreira no mundo do entretenimento começou faz 22 anos quando fui “descoberta” por um diretor de comerciais durante umas férias em família na Venezuela, meu país natal. Ainda menina, aprendi duas coisas rapidamente:

  • Construir uma carreira na indústria do entretenimento é uma tarefa difícil que apenas os mais fortes, e mais comprometidos (provavelmente os mais loucos) podem alcançar.
  • Os sonhos se conquistam não por “falta de medo”, e sim pela ação de enfrentá-los cara a cara, olhar nos olhos e seguir adiante apesar de os ter, confiando cegamente em você.

Me mudei para Los Angeles pela primeira vez no fim de 2012. Eu tinha 19 anos, não falava nada do inglês e por mais que eu já tivesse uma carreira exitosa na América Latina, não tinha experiência alguma nos Estados Unidos, nem sequer uma única aula de atuação em minha caixa de ferramentas. Minha nova manager americana seguia insistindo para que eu me mudasse para Los Angeles. Eu sabia que teria um caminho longo pela frente, com mil coisas para aprender e isso me dava muito medo. Mas eu queria aprender, e queria melhorar, então eu aceitei o desafio.

O primeiro ano foi muito difícil. Pode ser simples aprender a cuidar da vida em outro idioma, mas é complicado acostumar-se a outra cultura. Tomei aulas atrás de aulas, eu enfrentei a rejeição uma e outra vez, até que acabou o meu dinheiro. Mas justo nesse momento, tive a oportunidade de voltar a Venezuela graças a uma oferta de trabalho maravilhosa que veio de presente e no momento certo (a protagonista do remake de Juana La Virgen).

Depois de seis meses trabalhando na minha terra e sentindo-me completa, outra vez, como profissional e como ser humano, decidi que era tempo de enfrentar o meu maior medo nesse momento (a solidão e o fracasso) e dar uma segunda chance aos Estados Unidos. Depois de tudo, não me perdoaria se não voltasse a tentar.

Voltei a Los Angeles com três mil dólares em meu banco que, depois de alugar um quarto e me inscrever em aulas de atuação e sotaque, foram embora rapidamente. Mas dessa vez, quando o pânico e a ansiedade finalmente chegaram, meu país estava, literalmente, em chamas. Uma revolução contra a ditadura havia começado e voltar já não era uma opção.

Levei um ano e meio de “Obrigada por ter vindo”, de passear com cachorros para pagar o aluguel, de ficar doente pelo estresse e pela constante rejeição, a qual não caberia nessas páginas, que decidir aceitar um trabalho na Colômbia para continuar com a minha carreira na América Latina, ganhar um pouco de dinheiro e voltar a me sentir eu mesma. Existe uma quantidade limite de rejeições que uma pessoa pode aguentar antes que cobre o seu preço, e acredito que é importante, de vez em quanto, ver as coisas por uma nova perspectiva.

Aceitei o papel de protagonista em um filme, depois me transformei na protagonista de uma série (a qual teve três temporadas), depois outro filme, depois outra série e outra mais, até que quase três anos se passaram desde que partir para Los Angeles.

Finalmente, depois dessas experiências pela América Latina, voltei a LA; pela terceira vez. Mas dessa vez mais madura, mais sábia e com atitude e espírito renovados depois de ter trabalhado no que mais me apaixona desde que tenho cinco anos. Atuar.

Minha manager nos Estados Unidos, que se manteve comigo durante todas as tentativas falhas e retiradas do campo de batalha, decidiu que era a hora de renovar, também, nossa equipe de trabalho e encontrar uma agência nova que refletisse minha nova energia e estivesse disposta a me apoiar como eu precisava. Não consigo explicar a vocês o importante que é estar rodeado de pessoas que acreditam em você. Mas acreditarem tanto, que são capazes de levar você a limites que você mesmo não pensava que tinha.

“Doce é o fruto da adversidade que como o sapo feio e venenoso, leva na cabeça uma joia preciosa”, diria Shakespeare.

E tinha razão: Três meses depois eu ganhei meu primeiro protagônico nos Estados Unidos com “Deadly Class”.

Não vou mentir para vocês: gravar o piloto do show e a série completa me gerou muitíssima ansiedade e estresse. Quanto mais me rodeava de luzes, de câmeras, da equipe técnica mais impressionante que eu já havia trabalhado, mesmo com um trailer gigante com meu nome na porta ou mesmo durante o treinamento para as cenas de ações ou as aulas de dialeto para fazer-me entender em meu segundo idioma, me sentia uma fraude. Seguia sentindo que, apesar da minha experiência e éxito na América Latina, ainda não estava pronta para essa tarefa enorme que havia ganhado.

Mas eu tentei. E cada dia ia cortando um pouquinho aquelas hastes de inseguranças e medos que surgiam em mim. Confiei que dentro de todos nós, escondemos uma força que não sabemos que existe, até que a colocamos a prova.

Eu encontrei tantas joias preciosas sobre as cabeças de tantos sapos espantosos, que agora minha missão é caçar o quanto puder enquanto eu estiver viva.

Depois de tudo, Shakespeare sempre tem razão.

Traduzido pela equipe @DeFariaBrasil.

Confira a publicação original clicando aqui.

María Gabriela é destaque na capa da revista El Especialito, e concedeu uma entrevista falando sobre seu estilo de vida, seus futuros projetos e seu novo blog, The Faria Online.

Confira a tradução da entrevista feita pela nossa equipe.

A atriz venezuelana María Gabriela de Faría lança um novo blog sobre estilo de vida ecológico e e iniciar uma luta pela defesa dos animais.

De Faria foi catapultada para a fama na América Latina graças aos seus papéis em três séries de sucesso da Nickelodeon: Isa TKM, Grachi e Yo Soy Franky, bem como Sitiados 2 da Fox Telecombia e Juana la Virgen (a versão de sucesso para a versão americana do canal RCTV). A primeira série americana de Maria, Deadly Class de SYFY (ao lado de Lana Condor) tornou-se um sucesso cult, e sua segunda série, The Moodys (ao lado de Denis Leary), acaba de anunciar a luz verde para sua segunda temporada. De Faria também tem cinco filmes em seu currículo.

Nos últimos dois anos. María viu o número de seguidores em sua conta do Instagram (@thefaria) crescer para 1,4 milhões. Suas postagens sobre moda sustentável, alimentação vegana, desenvolvimento pessoal e hábitos de “terra feliz” se tornaram os tópicos mais populares em seu conteúdo.

Vamos falar sobre o seu novo blog sobre estilo de vida ecológico TheFaria.Online de onde surgiu essa ideia e o que você procura com ela?

Ela surgiu precisamente do meu desejo de servir, de deixar o mundo melhor do que o encontrei, de não tomar meu lugar no planeta como garantido. Todos nós desempenhamos um papel nessa Terra, estamos todos ligados a tudo, e essa é a grande mensagem do meu blog. Essa ideia de conexão com tudo despertou em mim uma curiosidade, uma busca por aquele estilo de vida que faça sentido para mim, que seja sustentável e gentil com toda a vida no planeta. Eu compartilho minha própria experiência, minha própria busca e meus próprios erros, tentando inspirar os outros a encontrarem seu próprio caminho, e não ficar com a primeira resposta que dão para tomar o seu mundo um lugar mais amável. Porque tudo começa com nós mesmos.

Que ações você faz pelo mundo? Dê-nos as 5 melhores coisas que podemos fazer a partir de casa.

1. Evito o plástico descartável a todo custo, tanto quanto possível. Tento comprar a maior parte das minhas coisas, com sorte tudo, a granel.

2. Eu uso produtos não tóxicos de base natural. Esses produtos variam de limpeza a produtos de higiene pessoal. No final do dia, esses produtos químicos acabam no oceano, causando danos irreparáveis ​​ao nosso planeta.

3. Eu faço compostagem com minhocas. O solo é o que temos de mais importante, não só nos dá comida, mas também mantém o equilíbrio do planeta. Um solo doente, um solo morto, significa morte para o planeta e, portanto, para nossa espécie.

4. Eu tenho uma dieta baseada em vegetais e, na medida do possível, procuro que esses alimentos sejam orgânicos, locais e da estação. Alimentos fora de época ou de lugares longe, tem uma pegada de carbono muito alta. Além disso, ao escolher um local, apoiamos a economia da nossa área e de seus agricultores.

5. Eu me educo. Tenho fascínio por saber o que não sei. Para melhorar, para colocar aqueles conhecimento na prática. Eu adoro documentários e não fico com apenas um lado da moeda. Eu recomendo fortemente “The Need to Grow”, “What The Healt” e “Plastic Ocean” para começar.

Como você se cuida? Desde quando você é vegana e o que seu estilo de vida inclui nos esportes e na alimentação?

Eu sou vegana desde 2017 e vegetariana por alguns anos antes de ser vegana. Minha alimentação está se tornando mais simples e intuitiva. Há uma crença (que eu também a sustentava) que a alimentação vegana é cara, e de certa maneira, pode ser. Os substitutos de carne, de queijo, etc. Eles são caros e não muitos saudáveis em sua maioria. Por alguns anos, minha dieta é 95% de comida de verdade, que vem da terra. Pode parecer chato para alguns, mas é o que eu acho mais delicioso na vida. É criativo, sim, mas eu nunca me senti tão bem. Em termos de exercícios, estou com uma treinadora há cerca de dois anos, a colombiana chamada Alejandra Nader (@nammura em Instagram) me ajudou a ver o corpo, o movimento e aptidão de forma diferente. Até me ajudou mais do que ninguém com minha dieta e fazer as pazes com ela. Não fazemos dieta de nenhum tipo, comemos alimentos ricos, o que nos provoca, desde que seja comida de verdade. Ela me ajuda a preparar os personagens e para me manter ativa e saudável durante o hiato.

Em que novos projetos veremos você no final do ano e no próximo 2021?

Em 2021, lançarei por enquanto, dois filmes, “The Exorcism Of God”, co-produção entre Estados Unidos e México, e um filme que estou filmando agora e do qual não posso falar. Também a segunda temporada da minha série na Fox “The Moodys” que foi renovada para uma segunda temporada.

Essa publicação se trata da tradução de um texto escrito por María Gabriela em seu blog oficial.

Alguma vez você viu em alguma comédia romântica como um dos personagens comete o mesmo erro uma e outra vez pensando que está correto, e você, como telespectador, ficou querendo entrar na tela e gritar: “Você está prestes a perder o amor da sua vida! Acorde!”

Tenho quase sete anos afirmando que quando o amor é de verdade, é fácil e sem complicação alguma. Tudo em torno da minha relação de casal provocou os resultados mais positivos para mim pessoalmente. Tão positivos, que nunca me importou parar e observar.

Até que um dia, o amor se tornou difícil.

Não venho da família mais saudável. Meus pais me tiveram quando eram muito, muito jovens e, muitas vezes, meu irmão e eu sentíamos que éramos nós quem criávamos aos nossos pais. Ter crescido sendo atriz e ter sido a maior contribuinte financeira da minha família, significava que eu tinha muita liberdade mas também muito estresse. E minha única outra relação, que sustentou desde que eu tinha 15 até os 20, era com alguém extremamente controlador, quem me deixou incrivelmente insegura.

Embora encontrar o meu “príncipe encantado” tenha sido um alívio, não estava preparada para observar as feridas com as quais cresci que ainda estavam sangrando… sobre minha relação, por ele. Havia uma raiva estancada entre o coração e as costas que iam crescendo e expandindo-se, esses demônios dos quais falei em meus posts anteriores, e nunca me permitiram estar suficientemente presente para enfrentá-los.

Existe um ditado que diz que “às vezes ferimos a quem mais amamos” e creio que isso acontece porque são eles quem nos fazem mais vulneráveis. Quanto mais os amamos, mais vulneráveis somos e isso põe ambos em um modo de “defesa e ataque”. Não sei se foi uma raiva mal direcionada ou meu instinto de autopreservação, mas aquela raiva estagnada, completamente estranha para ele, às vezes ia direto para a vida de meu marido.

Nem estava interessada em apreciar a forma que ele curou todas aquelas feridas, e se curou o melhor que pôde, sozinho, por puro amor por mim. Nunca escutei quando ele me implorou (por anos) para ouvir minha raiva, que era a origem dos meus problemas, que me permitiu sentir e processar as emoções que me mantinham presa delas. Nunca imaginei que um dia ele se sentasse e me dissesse que já estava farto.

Há algo muito primitivo na realidade de perder alguém.

A sensação do corpo inteiro dessa realização e o aprendizado que vem dela valem mais do que mil apelos e promessas. A verdadeira compreensão não acontece na mente, mas em todo o nosso corpo, no nosso coração.

Aprendi duas coisas:

Não mudamos de atitude por uma decisão racional.

O amor não é fácil.

Podemos ser algo para alguém somente quando estivermos prontos para sermos isso para nós mesmos.

Nós conscientemente criamos mudanças dentro de nós mesmos quando tornamos a presença parte de nossa rotina diária, como escovar os dentes.

Amar é unir nossa vida a outra e trabalhar ativamente para nos acomodar a ela. Isso requer prática, silêncio e solidão para limpar velhas emoções e criar novos espaços dentro de nós para que o amor cresça.

“Amar não é fácil porque tudo o que o torna maior e mais brilhante também o quebra um pouco para que você possa ter mais do mundo, mais amor e mais de si mesmo.”

Traduzido pela equipe @DeFariaBrasil.

Confira a publicação original clicando aqui.

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