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Essa publicação se trata da tradução de um texto escrito por María Gabriela em seu blog oficial.

Minha carreira no mundo do entretenimento começou faz 22 anos quando fui “descoberta” por um diretor de comerciais durante umas férias em família na Venezuela, meu país natal. Ainda menina, aprendi duas coisas rapidamente:

  • Construir uma carreira na indústria do entretenimento é uma tarefa difícil que apenas os mais fortes, e mais comprometidos (provavelmente os mais loucos) podem alcançar.
  • Os sonhos se conquistam não por “falta de medo”, e sim pela ação de enfrentá-los cara a cara, olhar nos olhos e seguir adiante apesar de os ter, confiando cegamente em você.

Me mudei para Los Angeles pela primeira vez no fim de 2012. Eu tinha 19 anos, não falava nada do inglês e por mais que eu já tivesse uma carreira exitosa na América Latina, não tinha experiência alguma nos Estados Unidos, nem sequer uma única aula de atuação em minha caixa de ferramentas. Minha nova manager americana seguia insistindo para que eu me mudasse para Los Angeles. Eu sabia que teria um caminho longo pela frente, com mil coisas para aprender e isso me dava muito medo. Mas eu queria aprender, e queria melhorar, então eu aceitei o desafio.

O primeiro ano foi muito difícil. Pode ser simples aprender a cuidar da vida em outro idioma, mas é complicado acostumar-se a outra cultura. Tomei aulas atrás de aulas, eu enfrentei a rejeição uma e outra vez, até que acabou o meu dinheiro. Mas justo nesse momento, tive a oportunidade de voltar a Venezuela graças a uma oferta de trabalho maravilhosa que veio de presente e no momento certo (a protagonista do remake de Juana La Virgen).

Depois de seis meses trabalhando na minha terra e sentindo-me completa, outra vez, como profissional e como ser humano, decidi que era tempo de enfrentar o meu maior medo nesse momento (a solidão e o fracasso) e dar uma segunda chance aos Estados Unidos. Depois de tudo, não me perdoaria se não voltasse a tentar.

Voltei a Los Angeles com três mil dólares em meu banco que, depois de alugar um quarto e me inscrever em aulas de atuação e sotaque, foram embora rapidamente. Mas dessa vez, quando o pânico e a ansiedade finalmente chegaram, meu país estava, literalmente, em chamas. Uma revolução contra a ditadura havia começado e voltar já não era uma opção.

Levei um ano e meio de “Obrigada por ter vindo”, de passear com cachorros para pagar o aluguel, de ficar doente pelo estresse e pela constante rejeição, a qual não caberia nessas páginas, que decidir aceitar um trabalho na Colômbia para continuar com a minha carreira na América Latina, ganhar um pouco de dinheiro e voltar a me sentir eu mesma. Existe uma quantidade limite de rejeições que uma pessoa pode aguentar antes que cobre o seu preço, e acredito que é importante, de vez em quanto, ver as coisas por uma nova perspectiva.

Aceitei o papel de protagonista em um filme, depois me transformei na protagonista de uma série (a qual teve três temporadas), depois outro filme, depois outra série e outra mais, até que quase três anos se passaram desde que partir para Los Angeles.

Finalmente, depois dessas experiências pela América Latina, voltei a LA; pela terceira vez. Mas dessa vez mais madura, mais sábia e com atitude e espírito renovados depois de ter trabalhado no que mais me apaixona desde que tenho cinco anos. Atuar.

Minha manager nos Estados Unidos, que se manteve comigo durante todas as tentativas falhas e retiradas do campo de batalha, decidiu que era a hora de renovar, também, nossa equipe de trabalho e encontrar uma agência nova que refletisse minha nova energia e estivesse disposta a me apoiar como eu precisava. Não consigo explicar a vocês o importante que é estar rodeado de pessoas que acreditam em você. Mas acreditarem tanto, que são capazes de levar você a limites que você mesmo não pensava que tinha.

“Doce é o fruto da adversidade que como o sapo feio e venenoso, leva na cabeça uma joia preciosa”, diria Shakespeare.

E tinha razão: Três meses depois eu ganhei meu primeiro protagônico nos Estados Unidos com “Deadly Class”.

Não vou mentir para vocês: gravar o piloto do show e a série completa me gerou muitíssima ansiedade e estresse. Quanto mais me rodeava de luzes, de câmeras, da equipe técnica mais impressionante que eu já havia trabalhado, mesmo com um trailer gigante com meu nome na porta ou mesmo durante o treinamento para as cenas de ações ou as aulas de dialeto para fazer-me entender em meu segundo idioma, me sentia uma fraude. Seguia sentindo que, apesar da minha experiência e éxito na América Latina, ainda não estava pronta para essa tarefa enorme que havia ganhado.

Mas eu tentei. E cada dia ia cortando um pouquinho aquelas hastes de inseguranças e medos que surgiam em mim. Confiei que dentro de todos nós, escondemos uma força que não sabemos que existe, até que a colocamos a prova.

Eu encontrei tantas joias preciosas sobre as cabeças de tantos sapos espantosos, que agora minha missão é caçar o quanto puder enquanto eu estiver viva.

Depois de tudo, Shakespeare sempre tem razão.

Traduzido pela equipe @DeFariaBrasil.

Confira a publicação original clicando aqui.

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