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Essa publicação se trata da tradução de um texto escrito por María Gabriela em seu blog oficial.

Alguma vez você viu em alguma comédia romântica como um dos personagens comete o mesmo erro uma e outra vez pensando que está correto, e você, como telespectador, ficou querendo entrar na tela e gritar: “Você está prestes a perder o amor da sua vida! Acorde!”

Tenho quase sete anos afirmando que quando o amor é de verdade, é fácil e sem complicação alguma. Tudo em torno da minha relação de casal provocou os resultados mais positivos para mim pessoalmente. Tão positivos, que nunca me importou parar e observar.

Até que um dia, o amor se tornou difícil.

Não venho da família mais saudável. Meus pais me tiveram quando eram muito, muito jovens e, muitas vezes, meu irmão e eu sentíamos que éramos nós quem criávamos aos nossos pais. Ter crescido sendo atriz e ter sido a maior contribuinte financeira da minha família, significava que eu tinha muita liberdade mas também muito estresse. E minha única outra relação, que sustentou desde que eu tinha 15 até os 20, era com alguém extremamente controlador, quem me deixou incrivelmente insegura.

Embora encontrar o meu “príncipe encantado” tenha sido um alívio, não estava preparada para observar as feridas com as quais cresci que ainda estavam sangrando… sobre minha relação, por ele. Havia uma raiva estancada entre o coração e as costas que iam crescendo e expandindo-se, esses demônios dos quais falei em meus posts anteriores, e nunca me permitiram estar suficientemente presente para enfrentá-los.

Existe um ditado que diz que “às vezes ferimos a quem mais amamos” e creio que isso acontece porque são eles quem nos fazem mais vulneráveis. Quanto mais os amamos, mais vulneráveis somos e isso põe ambos em um modo de “defesa e ataque”. Não sei se foi uma raiva mal direcionada ou meu instinto de autopreservação, mas aquela raiva estagnada, completamente estranha para ele, às vezes ia direto para a vida de meu marido.

Nem estava interessada em apreciar a forma que ele curou todas aquelas feridas, e se curou o melhor que pôde, sozinho, por puro amor por mim. Nunca escutei quando ele me implorou (por anos) para ouvir minha raiva, que era a origem dos meus problemas, que me permitiu sentir e processar as emoções que me mantinham presa delas. Nunca imaginei que um dia ele se sentasse e me dissesse que já estava farto.

Há algo muito primitivo na realidade de perder alguém.

A sensação do corpo inteiro dessa realização e o aprendizado que vem dela valem mais do que mil apelos e promessas. A verdadeira compreensão não acontece na mente, mas em todo o nosso corpo, no nosso coração.

Aprendi duas coisas:

Não mudamos de atitude por uma decisão racional.

O amor não é fácil.

Podemos ser algo para alguém somente quando estivermos prontos para sermos isso para nós mesmos.

Nós conscientemente criamos mudanças dentro de nós mesmos quando tornamos a presença parte de nossa rotina diária, como escovar os dentes.

Amar é unir nossa vida a outra e trabalhar ativamente para nos acomodar a ela. Isso requer prática, silêncio e solidão para limpar velhas emoções e criar novos espaços dentro de nós para que o amor cresça.

“Amar não é fácil porque tudo o que o torna maior e mais brilhante também o quebra um pouco para que você possa ter mais do mundo, mais amor e mais de si mesmo.”

Traduzido pela equipe @DeFariaBrasil.

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